sábado, 30 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 14ª O grande ano para os franceses

A Bugatti exaltando as suas conquistas nas pistas em 1936 (Monthléry) e 1937 (Le Mans)
Após um ano de recesso devido a grande greve que atrapalhou fortemente as fábricas de automóveis na França, forçando a ACO a cancelar a prova de 1936, as 24 Horas de Le Mans voltava ao cenário automobilístico para dar continuidade ao prestígio alcançado em anos anteriores. Apesar do número de carros no grid de largada não ter sido igual ou superior o de 1935 (55 carros), o desta edição de 1937 alcançou um bom número de 49 carros para a largada.
Dos velhos conhecidos de Sarthe, a Alfa Romeo, pelas mãos de Raymond Sommer em parceria com Gian Battista Guidotti, aparecia com apenas um 8C. A Lagonda, campeã de 1935, seguia o mesmo e o carro - um LG 45 - foi conduzido pelo vencedor da última edição Johnny Hindmarsh e Charles Brackenbury. Mas o favoritismo mesmo estava para as equipes da casa: Bugatti, Peugeot, Delahaye, Talbot e a franco-italiana Simca tinham inscrito um bom número de carros, mas especialmente representadas por equipes semi-oficiais - apenas a Bugatti que inscrevera dois carros (T57 G "Tank") oficiais para Roger Labric/ Pierre Veyron (#1) e dois dos melhores pilotos franceses da época Jean Pierre Wimille/ Robert Benoist (#2). A Alemanha também aparecia com duas inscrições para aquela etapa: a BMW aparecia pela primeira vez em Le Mans com um modelo 328 pilotado por Fritz Roth/ Uli Richter e outros dois carros da britânica Frazer-Nash levando os motores BMW. Outra participação germânica remonta à Adler Werke que inscreveu dois carros.
A prova teve a marca da tragédia na oitava volta, quando seis carros colidiram na zona da Maison Blanche: René Kippeurt (Bugatti #20) e Pat Fairfield (Frazer-Nash #28) acabaram sendo as vítimas neste acidente. Para os franceses a prova foi de dominio absoluto: Wimille/ Benoist levaram a Bugatti ao seu primeiro triunfo em Le Mans de forma irretocável, levando consigo até mesmo o novo recorde de volta na prova baixando dos antigos 5 minutos e 31 segundos (feito por Sommer na edição de 1933) para 5'13''. Para fechar a grande festa dos franceses, a Delahaye, com seus modelos 135CS, terminaram no pódio e a Delage terminando em quarto.
Aquele ano de espera tinha sido recompensado e após onze anos a famosa prova voltava ao domínio dos franceses em grande estilo. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 13ª E a Lagonda aproveita a chance

Momentos que antecediam a largada de 1935: aqui podemos ver a esquadra da Aston Martin posicionada com os #33 #32 #28 #31 e #27

O Lagonda de Hindmarsh e Fontès
Com um recorde de 58 carros na largada para as 24 Horas de Le Mans de 1935, sendo que trinta e oito equipes eram inglesas, a história mudou um pouco para aquela edição: a chuva castigou o circuito e esta tornou-se uma prova de sobrevivência à primeira vista, mas com 28 carros chegando ao final, não foi nada tão desastroso como a edição de 1931 onde terminaram apenas seis carros.
O favoritismo ainda repousava sobre os carros da Alfa Romeo, mas não podia ser descartado a presença do Duesenberg (com apenas um carro) e os Bugatti, com o seu grande número de adeptos. A prova acabou por consolidar-se como uma das grandes do automobilismo mundial: tinha conquistado prestígio frente a público e crítica, e as equipes particulares procuravam cada vez mais ingressar naquele evento.
A chuva, que tinha sido anunciada dias antes, limou os favoritos conforme passava o tempo. Se não fosse por problemas mecânicos provenientes da água, o despiste era certo: os Alfas de Raymond Sommer (#15), Luigi Chinetti (#11) e Earl Howe (#10), deixaram a prova devido a problemas mecânicos causados pela chuva. Dos cinco Alfas inscritos, apenas dois completaram: #21 de Guy Don/ Jean Desvignes em sexto e o #12 de Pierre Louis-Dreyfus/ Henri Stoffel em segundo. Estes problemas com os favoritos Alfas - principalmente os de Sommer e Chinetti -, abriram uma oportunidade de ouro para que a Lagonda, com o seu modelo "Rapide M45-Meadows", passasse ao comando da prova com a dupla Johnny Hindmarsh/ Luis Fontès assim que o Bugatti #2 de Pierre Veyron/ Roger Labric abandonou com problemas no motor. A batalha entre o Lagonda #4 e o Alfa Romeo #12 pela liderança foi intensa e decidida apenas na volta final, com a dupla da Alfa perdendo por apenas 9 km de distância.Esta vitória da Lagonda acabou por ser um grande alento para a fábrica, que estava beirando a falência e foi também palco de uma pequena polêmica, pois por se tratar de uma equipe britânica, estes correram com na cor vermelha ao invés do tradicional verde britânico.
Nesta edição de 1935 a prova contou com a participação de 10 mulheres e foi também a que contou, pela primeira vez, com a presença de um brasileiro: Bernardo de Souza Dantas, competindo com um Bugatti T57 inscrito por ele mesmo, participou em parceria com o francês Roger Teillac. Eles abandonaram com preoblemas no câmbio.
No momento que as 24 Horas de Le Mans atingia um grande prestígio, a edição de 1936 teve que ser cancelada por causa da grande greve que assolou a França.  

quarta-feira, 27 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 12ª A quarta e última para a Alfa Romeo

O Alfa Romeo de Chinetti/ Etancelin em trabalho de box: o detalhe para este carro é que ele, por ser de propriedade do francês Philippe Etancelin, levava a cor "race bleue" da França no lugar do vermelho italiano.
Foi a última conquista da Alfa Romeo em Le Mans.
As melhoria feitas para acomodação do público, equipes e imprensa tenha sido, talvez, o grande atrativo para aquela edição de 1934. Poucos acreditavam que algum carro naquele ano pudesse incomodar os Alfa Romeo não oficiais (a fábrica se retirara naquele ano, concentrando forças na nova Fórmula que estava começando, a precursora da F1). Presenças de fábricas como a Aston Martin - com três carros -, Riley - quatro carros -, Singer e Tracta - dois carros cada - não seriam páreo para os quatro Alfas.
E a expectativa foi confirmada com o domínio dos carros italianos, mas alguns contratempos não estavam no conograma: o vencedor das duas últimas edições, Raymond Sommer (#7) teve que abandonar após um princípio de incêndio quando caiu na vala da Arnage; o Alfa Romeo #5 de Lord Freddie de Clifford/ Saunders Rivers teve problemas no motor; Lord Howe/ Tim Rose-Richards, no #6, abandonou por problemas na embreagem. A prova caiu no colo do #9 de Luigi Chinetti/ Philippe Etancelin, que só tiveram o trabalho de conduzir o Alfa Romeo 8C 2300 à vitória em Sarthe.
Apesar da primeira colocação ter sido uma "barbada", as disputas pelas posições restantes entre os Riley e um solitário MG garantiram as emoções. Melhor para a Riley que além de ter terminado com seus quatro carros entre os seis primeiros, colocou dois modelos Riley 6/12 MPH no pódio.
A título de curiosidade, a maioria dos pilotos inscritos na prova se dividiam entre franceses e britânicos. O único piloto de nacionalidade diferente, era Luigi Chinetti, da Itália.
Essa foi a edição que teve o maior número de inscritos: 44 carros.

terça-feira, 26 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 11ª A terceira consecutiva para a Alfa Romeo

Tazio Nuvolari no comando da Alfa Romeo 8C em 1933
A batalha nesta edição de 1933 em Le Mans foi caseira, mas por muito pouco um intromissão americana não colocaria mais lenha na fogueira: assim como a Stutz fizera em 1928 contra a Bentlley, a Duesenberg levara para Sarthe um carro poderosíssimo Duesenberg de 7 Litros sobrealimentado e que desenvolvia 320 cv. Uma máquina que poderia dar trabalho à oposição italiana, como também vencer a prova.
Para a Alfa Romeo, que vinha para defender as vitórias dos dois últimos anos, sete carros foram inscritos sendo que dois eram oficiais: Raymond Sommer - vencedeor do ano anterior - dividiria um 8C #11 com Tazio Nuvolari e o #8 para Luiggi Chinetti - vencedor ao lado de Sommer em 1932 - e Philippe Varent.
Apesar de um boa apresentação do Duesenberg, este não teve vida longa na prov: na 59ª volta parou para o reabastecimento e acabou por ser desclassificado pelos comissários - naquela época o reabastecimento deveria ser feito à cada vinte voltas, segundo o regulamento da competição. Para os comissários, a parada do Duesenberg foi cedo demais e por isso a sua exclusão.
Já a Alfa Romeo, como acontecera no ano anterior, manteve um duelo local que foi definido apenas na parte final da prova: Tazio Nuvolari conseguiu arrancar para a vitória quando superou Chinetti na última volta, após terem trocado de posição por três vezes. A diferença entre os dois italianos foi de 400 metros.
Desse modo, Nuvolari - que venceria a Mille Miglia no mesmo ano - vencia em Le Mans logo na sua primeira participação e Sommer conquistava o triunfo pela segunda vez seguida. Foi dele também a melhor volta da prova (5'31''4), baixando em dez segundos o recorde que era de Ferdinando Minoia feito em 1932.
 Além da segunda posição de Chinetti/ Varent, a terceira foi da Alfa Romeo também, mas com uma equipe semi-oficial.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Foto 518: Genial, Montoya!


Fotos de um momento espetacular na carreira de um cara que largou a F1 para seguir o seu próprio instinto, sabendo o que seria melhor para ele e família. Ainda tenho uma opinião de que ele deveria ter ido direto para a Indycar do que a NASCAR, mas como piloto de carro vive uma vida de desafios, lá se foi Montoya tentar a sorte num território tão bruto e cruel quanto a categoria que ele havia passado.
A sua volta ano passado para os monopostos tinha sido festejada, assim como a vitória em Pocono. Momento especial, mas este 2015 lhe reservava algo melhor: não bastasse a liderança isolada no campeonato, ainda teve essa coroação em Indianápolis após contratempos que o relegaram para o fundo do pelotão - como o toque com Simona de Silvestro, que danificou a parte traseira do seu carro, e uma passagem nos boxes no momento que este estava fechado para o trabalho de pit-stops, fazendo com que tivesse de dar outra volta e vir para os reparos. E o mais importante: não tomar nenhuma volta, o que arruinaria o seu trabalho todo.
A paciência em escalar o pelotão e se recolocar na briga a partir da segunda metade da prova, foi crucial. Travou duelos importantes com os Ganassi e também com seus parceiros de Penske - Will Power e Simon Pagenaud - e foi agressivo, ao passar com uma das rodas na grama para retomar a posição de Scott Dixon que até então era o favorito quase que disparado para vencer em Indianápolis, devido a sua performance quase que irretocável. As últimas voltas foram viscerais: enquanto que Dixon caía fora da disputa após descer para quarto, logo atrás de um impressionante Charlie Kimball, Power e Montoya se entregavam a duelo espetacular que se decidiu após Juan Pablo conseguir se adiantar a um retardatário que saía dos boxes naquelas derradeiras voltas, conseguindo atrasar um pouco o avanço de Will. Montoya conseguia vencer a Indy 500 pela segunda vez, quinze anos depois da sua primeira conquista pela Ganassi em 2000, quebrando um recorde que era de A.J.Foyt do maior período entre um vitória e outra no Brickyard (1967-1977).
Para Juan Pablo Montoya foi um dia especial, do mesmo modo que para a sua família. E todo esse esforço que foi feito pelo próprio Juan Pablo em deixar a Europa e voltar aos Estados Unidos e dar sequência à sua carreira num lugar mais tranquilo, pode ser coroado ao final da temporada da Indycar.
E estaremos torcendo, claro!

Foto 517: Um erro, mil julgamentos

Max ainda vai levar muita paulada nesta sua estadia na F1, principalmente por causa da sua idade e qualquer coisa que faça, será motivo de julgamentos intermináveis.
O acidente de ontem, para mim, foi mais um caso de acontecimento de corrida do que imprudência. Se você é um piloto arrojado, certamente tentará passar por aquela brecha que se abrira. Verstappen talvez tenha sido pego de surpresa com a freada de Grosjean para a Saint Devote e por isso acabou acertando a traseira do Lotus que continuou no GP.
Mas acho que apoiar apenas na idade do garoto, acaba sendo apenas um pretexto para colocar a indignação por este ter chegado tão jovem à Fórmula-1. E mesmo que tivesse chegado com vinte, vinte cinco anos, teria que aprender da maneira mais dura que é errando.
Como já dizia Juan Manuel Fangio, "Ninguém nasce sabendo. Todos nós aprendemos com o tempo".

Foto 516: Cavando a própria crise

As lições do ano anterior não parecem ter sortido efeito na Mercedes. Para quem tem uma memória muito boa, lembra-se perfeitamente das rusgas entre Hamilton e Rosberg que foram cessadas com longas reuniões de onde sempre se ouvia que "aquilo não voltaria acontecer". A famosa manobra de Nico na Mirabeau, um erro que até hoje gera opiniões distintas - e que vai atravessar os anos, afinal de contas ninguém sabe se foi erro ou de propósito - e o entrevero dos dois no final da Kemmel, que forçou a saída de Hamilton e onde o relacionamento de dois caras que se conheciam desde a infância, naufragou inteiramente. Naquela ocasião, Lewis saiu fortalecido de toda aquela encrenca e isso foi fundamental para que ele chegasse ao seu segundo título mundial, dominando amplamente Rosberg que parecia perdido naquela fase final do mundial.
O acontecimento de ontem em Monte Carlo poderiam muito bem ter sido contornado com um não de Hamilton para o chamado que recebeu para a troca de pneus no fim da corrida. Lewis tinha em torno de onze segundos quando o Safety Car foi acionado após o acidente de Verstappen e Grosjean, e até então não havia nada à respeito aos seus pneus se estavam desgastados. Fiquei surpreso quando vi o piloto inglês trocando os pneus e pelos cálculos seria impossível ele voltar à frente de Nico e Sebastian, principalmente porque o tempo total na parada de box em Mônaco era de 25 segundos em média. Ou seja, não precisaria ser um matemático de primeira linha em saber que não daria tempo de voltar na primeira colocação. E depois, num duplo desespero por conta do próprio piloto e Mercedes, ficou a dúvida se ele teria voltado na frente de Vettel e que foi logo rechaçada com repetições da FOM na hora em que saíra dos boxes com Sebastian seguindo logo à frente. E como todos sabem, passar em Monte Carlo não é fácil e mesmo com pneus novinhos ele ficou encaixotado atrás da Ferrari e ainda tinha de se cuidar para não perder a terceira colacação para Ricciardo que estava em grande forma.
Os erros em Monte Carlo foram de ambas as partes. Não dá para salvar a pele dos caras da Mercedes, assim como a de Hamilton e ele, com uma experiência de quase dez temporadas e dois mundiais na conta, deveria ter ignorado a ordem e ter aguentado o tranco naquelas últimas voltas. Se brincar, conseguiria até mesmo abrir uma vantagem que o deixaria em paz com relação à Rosberg. Este último, aliás, venceu pela terceira vez no Principado e de forma consecutiva, igualando à Graham Hill, Alain Prost e Ayrton Senna. Para quem estava praticamente dominado pelo companheiro no mundial, estas duas últimas provas foram revitalizantes para ele.
A Mercedes precisa corrigir estes pequenos erros. Foi assim que perdeu em Sepang para Vettel e Ferrari e numa dessas, se Rosberg quebra ou bate, poderia ter jogado o trabalho de um fim de semana todo pelo ralo. Apesar de ainda terem o melhor carro, a Ferrari não está tão longe e se os dois pilotos se deflagrarem numa batalha sem fim, Sebastian e Ferrari estarão à espreita para pegar a taça no fim do ano.  

sábado, 23 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 10ª O domínio da Alfa se intensifica

A segunda para a Alfa Romeo em Le Mans com Chinetti e Sommer
Se os anos 20 foram de cores verde britânico, os anos 30 pareciam fadados a vermelho italiano. A Alfa Romeo levara seis carros (todos de modelo 8C, mas havia um sétimo Alfa 6C, de propriedade de Odette Siko, que correu sem o apoio da fábrica) para as 24 Horas de 1932, sendo que dois eram oficiais e seriam pilotados por Ferdinando Minoia/ Carlo Canavesi #10 e Franco Cortese/ Gian Battista Guidotti. Para confrontar o domínio dos italianos, a Bugatti contava com quatro carros (todos particulares) enquanto que a Mercedes era mais uma vez representada em forma de equipe particular, ma desta vez com Henri Stoffel inscrevendo um SSK para Marcel Fourcret/ Paul Fourcret.
Apesar da aparente força dos concorrentes, nenhum deles foram páreo para a Alfa: enquanto que um velho Bentley 4 1/2 saiu da prova logo na primeira volta, o Mercedes da equipe de Stoffel não aguentou o ritmo e quebrou o motor ainda nas primeiras horas de prova. O caminho ficou aberto para que a Alfa Romeo dominasse a corrida amplamente, mesmo debaixo de um sol escaldante que foi eliminando a concorrência aos poucos. Quatro Alfas ocupavam a quatro primeiras colocações, mas contratempos acabaram forçando a retirada de dois deles: Tim Birkin (Alfa #9) parecia mais uma vez com chances reais de vencer a sua terceira Le Mans, mas um furo no tanque de gasolina o fez desistir. Minoia, no Alfa oficial, estava em grande forma e havia feito a melhor volta, mas em seguida acidentou-se e deixou caminho aberto para que o Alfa semi-oficial #8 de Raymond Sommer/ Luigi Chinetti assumisse a liderança. Com Chinetti pilotando por volta de 20 horas, a Alfa Romeo chegava à sua segunda vitória nas 24 Horas de Le Mans. Em segundo o Alfa oficial de Cortese/ Guidotti e em terceiro o Talbot #6 de Brian Lewis/ Tim Rose-Richards. Destaque para Odette Siko e seu Alfa 6C #18 em parceria com Louis Charaval, que fechou em quarto e por muito pouco - cerca de 25 km de diferença - não terminou no pódio. A vittória da Alfa Romeo proporcionou à fábrica de pneus Englebert a primeira vitória em Sarthe.
A pista de Le Mans sofreu mais uma alteração, grande por sinal: a parte da reta que seguia pela cidade de Rainieres, foi fechada e agora uma nova seção, chamada de Tertre Rouge, fora criada. Agora a pista diminuia dos seus 16.340 metros para 13.492 metros.

GP de Mônaco - Classificação - 6ª Etapa

(Foto: autosport.com)
Assim como tem sido nos treinos classificatórios desde o ano passado, a única dúvida é saber qual dos dois pilotos da Mercedes é que sairá na pole. Tanto Hamilton, quanto Rosberg, apresentaram ritmos bem fortes desde os treinos livres e nem mesmo a ótima volta de Vettel, que lhe garantiu a primeira colocação na terceira prática, assombrou os prateados. A verdade é que Rosberg é quem apareceu com um bom passo nas duas primeiras partes do classificatório, dando a entender que poderia engrossar a batalha contra Lewis.  Por outro lado, Nico acabou errando no fina da Q2 ao passar reto na Saint Devote e talvez isso tenha minado suas chances, pois quando estava na luta pela primeira colocação no Q3, cometeu o mesmo erro e ficou distante de uma possível disputa. Isso facilitou bastante a vida de Hamilton, que já havia feito uma volta    excepcional e apenas administrara na sua última passagem ao melhorar mais dois décimos.
Sebastian Vettel fez o que pôde e colocou a Ferrari na terceira colocação, mas a sua corrida terá que ser de bastante atenção: a presença da Red Bull com Ricciardo e Kvyat logo em seguida, pode ser um indício de trabalho pesado para o alemão. Os carros rubro-taurinos tem feito um bom trabalho até aqui e a marca alcançada por eles é menor que quatro décimos do tempo feito por Sebastian (Daniel ficou à quase dois décimos e Kvyat à três). O duelo pelo pódio será muito interessante amanhã.
Os dois pilotos da Toro Rosso também foram bem e pelo que fizeram nos treinos desde a quinta, são desempenhos que merecem bastante atenção. Assim como Perez, que sai em sétimo, que fizera um bom trabalho até aqui levando a Force India ao Top-10. Os Mclaren esperavam uma jornada melhor, mas Button ficou em 11º - posição herdada com a punição dada a Grosjean, que perdeu 5 posições - e Alonso, que deixou o treino ainda no inicio do Q2 com problemas, ficou em 16º, mas sairá em 15 - também beneficiado com a punição de Roman.
Para os "Felipes", o treino não foi dos melhores: Massa sairá em 13º - neste que foi o pior treino da Williams no ano, já que Bottas foi limado logo na primeira parte - e Nasr em 15º, fazendo o que pode com um carro sem atualização.

O que esperar da corrida

Como sempre, dependerá muito da largada. Mas acredito que Lewis sairá vencedor amanhã e com Vettel logo em seguida. Os dois erros de Rosberg podem comprometer a sua pilotagem - entendendo que talvez esteja ansioso por tentar superar seu companheiro -, mas não podemos descartar de modo algum um cara que pilotou impecavelmente e venceu em Monte Carlo nos últimos dois anos.    

sexta-feira, 22 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 9ª A vez da Alfa Romeo e das equipes particulares

E a prova continuava nas mãos dos britânicos, mas agora com carro italiano: Earl Howe e Tim Birkin levando a Alfa Romeo à primeira vitória em Le Mans.

Os boxes de Le Mans em 1931
Após um período glorioso para o automobilismo britânico em Sarthe, a Bentley não estava mais na linha de partida para as 24 Horas de Le Mans com a equipe oficial - apenas um Bentley 4 1/2 foi inscrito nesse ano por uma equipe privada. Porém, oito duplas britânicas estavam presentes, assim como a Aston Martin que levara três carros (dois Aston 1 1/2 e um Aston LM5). A Alfa Romeo apareceu para a corrida com dois modelos 8C 2300, sendo que um - o #14 entregue à Goffredo Zehender/ Attilio Marinori - era de oficial e o outro semi-oficial, da equipe de Lord Howe, com o próprio Lord (Earl) Howe ao volante e o vencedor de 1929, Tim Birkin. Outro carro a se considerar, devido especialmente ao seu desempenho no anterior, era o Mercedes SSK que estava na equipe particular de Boris Ivanowski e que teve como companheiro, Henri Stoffel. Para que a prova não tivesse poucos carros, devido a grande crise, Charles Faroux e Georges Durand - os idealizadores das 24 Horas - acabaram por aceitar equipes particulares na luta direta contra os grandes construtores. Com isso, o número de inscritos subiu dos 17 do ano anterior para 27.
A corrida foi interessante até onde pôde, com um duelo entre Alfa Romeo, o Mercedes de Ivanowski e os Bugatti. Porém, os carros foram caindo pelas tabelas: enquanto que os Bugatti iam sendo eliminados em vinte voltas devido a estouro dos pneus, que não aguentaram o peso e derrapagem destes, o Mercedes SSK era um dos mais velozes do circuito, mas a dificuldade encontrada por seus dois pilotos em pilotá-lo foi crucial para que não conseguissem seguir o ritmo do Alfa Romeo #16 de Howe/ Birkin. Estes acabariam por vencer, dando à Alfa a primeira vitória em Le Mans. A segunda colocação ficou para o Mercedes #1 de Ivanowski/ Stoffel e a terceira para o Talbot #3 de Tim-Rose Richards/ Oween Saunders-Davies. Uma trinca inteiramente de carros particulares. E ainda, para fechar a conta, a quarta colocação foi de um Lorraine Dietrich #9 da equipe de Henri Trébort que teve como parceiro Louis Balart. O único carro oficial a completar a corrida foi o da Aston Martin na quinta colocação. Aliás, apenas seis carros chegaram ao final.
O Alfa Romeo foi o primeiro carro com compressor a vencer em Le Mans, assim como a de um motor de oito cilindros em linha.   

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vídeo: Indy 500 1993

A edição 77ª das 500 Milhas de Indianápolis, realizada em 30 de maio de 1993 e que marcou a segunda vitória de Emerson Fittipaldi no Brickyard e que pode ser lida aqui.