quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Foto 532: Justin Wilson, Super Nissan World Series, Interlagos 2002

O clique do meu amigo Rubem Ferresi Jr., capturando Justin Wilson durante a volta de desaceleração em Interlagos, após a sua sensacional vitória na corrida dois da rodada dupla do Telefonica Super World Series by Nissan em dezembro de 2002 em Interlagos.
Só para terem uma idéia as duas provas – a primeira foi vencida por Franck Montagny – foram realizadas debaixo de muita chuva, sendo que a segunda foi iniciada ainda com mais chuva, mas que foi cessando rapidamente a ponto de terminar com a pista bem seca até.
Para os que viram a condução de Justin Wilson naquela tarde em Interlagos, foi umas das melhores, com o piloto britânico ultrapassando quem estivesse na frente sem tomar muito conhecimento, devido a sua pilotagem segura num terreno extremamente molhado como estava aquele dia em Interlagos.

Aquela havia sido a sua segunda conquista no autódromo paulistano, já que um ano antes vencera na etapa que a F-3000 fez como evento suporte da F1. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Foto 531: Justin

(Foto: Sportscar365.com)

(Foto: Perry Fague)
Tive a oportunidade de vê-lo apenas uma vez, exatamente em 2003 quando ele fez seu ano de estréia na Fórmula-1 pela Minardi. Naquele estacionamento que virou a curva do Sol em Interlagos, durante o chuvoso GP do Brasil daquele ano, Justin foi um dos que acabaram deixando seu carro estacionado ali, mas fora o único a não bater: rodou na curva e conseguiu controlar o carro, mas este acabou apagando e deixando o britânico à pé naquele GP.
Para quem o conheceu mais de perto, apenas para uma rápida foto, uma entrevista e/ou apenas um olá, o piloto inglês sempre foi muito solicito e atencioso. E pelas fotos que pode-se ver pela internet afora, era um pai de família bastante presente, como é o caso desta segunda que está nesta postagem. 
Infelizmente Justin se foi, não conseguindo resistir aos ferimentos na cabeça após o choque contra uma das peças do carro de Sage Karam, que havia se acidentando durante as 500 Milhas de Pocono. 
O nosso esporte é apaixonante, mas cobra um preço caríssimo e irreparável. Abençoado aquele que consegue sobreviver e continuar para contar a história. E como tantos outros que se foram, a memória de Justin Wilson será preservada e lembrada com força. 
E lá se vai mais um... Descanse em paz, Justin!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vídeo: Guy Ligier em Le Mans, 1966

É curto o vídeo - cerca de 2:41 minutos - onde Guy Ligier, então piloto da Ford Francesa naquela edição, partilhando com o americano Bob Grossmann o volante de um Ford GT40, mostrou um pouco do traçado de Sarthe em um carro de rua. A dupla terminaria aquela edição no 25º lugar na tabela, após abandonar a corrida por causa de problemas na ingnição.
Guy teve quatro aparições em Le Mans nos anos 60 - 1964-1967 - sendo que disputou apenas as edições de 65, 66 e 67, sem nunca ter completado nenhuma delas. Em 1968 disputaria junto de seu amigo Jo Schelesser a clássica do endurance, mas a morte de Jo em Reims, quando este corria pela Honda na Fórmula-1, acabou encerrando uma parceria que iria além das provas de endurance, já que ambos haviam adquirido uma Mclaren de F2 para a disputa do certame daquele ano.
Depois dessa perda, Ligier partiu para a construção de carros de competição onde ele entregou essa função para Michel Tetu que desenvolveu o JS1 (as iniciais JS eram em homenagem a Jo Schelesser). A estreia de seus carros se deu na edição de 1970 de Le Mans, quando dividiu o volante do JS1-Ford Cosworth com Jean Claude Andruet, mas eles nem terminariam a corrida por avaria no distribuidor.
Em 1971, com Patrick Depailler, Guy Ligier alinhou o JS3 e terminou na 13ª colocação; em 1972 ele alinhou três Ligier, mas nenhuma delas chegaram ao final; outras três foram inscritas para 1973 e apenas a Ligier JS2 de Claude Laurent/ Martial Delalande (Ligier que era de propriedade de Laurent), terminou em 19ª lugar na geral; com dois Ligier JS2 Maserati na prova de 1974, Jacques Laffite/ Alain Sepaggi conseguiram a melhor colocação da equipe em Le Mans até então, ao terminaram em 8º; a edição de 1975 poderia ter rendido a Guy Ligier uma grande desforra em Le Mans, mas infelizmente o Ligier JS2 Ford Cosworth de Jean Louis Lafosse/ Guy Chasseuil acabam em segundo, uma volta atrás do vencedor Gulf Mirage Ford conduzido por Derek Bell/ Jacky Ickx.
Com a compra da estrutura da Matra ao final de 1975, Guy Ligier transferiu todas as forças para a F1 a partir de 1976 e as provas de endurance ficaram pelo caminho.
Mas de certa forma, foram um importante alicerce para que o ex-jogador de Rugby do final dos anos 40, conseguisse construir uma das equipes mais legais do motorsport europeu e mundial.
Guy Ligier faleceu ontem aos 85 anos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Áudio: Osmar Santos narrando o GP da Argentina de 1978

Já faz uns catorze, treze anos que passei a ouvir as transmissões da F1 pelo rádio, por entender que lá, além de você conseguir uma melhor memorização das ações da prova, também é possível colher informações que nem sempre chegam à transmissão da TV. Comecei a ouvir pela Jovem Pan, mas infelizmente a rádio paulistana deixou de transmitir as provas do mundial tem uns dois anos. Uma pena...
Recentemente descobri algo que nem sabia: Osmar Santos, um dos maiores - e talvez melhor - narradores esportivos do rádio do Brasil, também narrou provas da Fórmula-1 no início de 1978 quando a Rádio Globo passou a transmitir as corridas do mundial. Além dele nesse transmissão do GP da Argentina, estiveram presentes Castilho de Andrade (comentários) e Roberto Carmona (repórter). Ele também veio a narrar o GP do Brasil daquele ano, que foi a sua última em uma corrida.
Osmar Santos era mais popular nas narrações do futebol, principalmente com seus bordões históricos como "Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha" e "E que GOOOOOOOOOOOOOOL...".
Osmar encerrou a carreira após um grave acidente de carro em dezembro de 1994, onde a principal sequela foi a dificuldade na fala.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vídeo: A última de Peterson, há 37 anos

E Ronnie Peterson chegava a sua última conquista na F1, numa corrida onde chuva esteve presente e que forçou até mesma a sua interrupção, devido a sua intensidade.
Ronnie liderou a prova nos dois estágios - antes e depois da interrupção - sem ter o incômodo de ninguém, nem mesmo de Mario Andretti, que abandonara a contenda na primeira parte ao colidir com Carlos Reutemann.
O pódio foi completado por Patrick Depailler e Gilles Villeneuve.
 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Documentário: Manfred Winkelhock - Vida no Limite

E aqui fica um documentário feito pela TV  alemã sobre os trinta anos da morte de Manfred Winkelhoc (Winkelhoc - Ein Leben Limit), contando a trajetória da sua carreira até o seu desaparecimento em Mosport no ano de 1985, quando estava a serviço da Porsche no Mundial de Sportscar.
O documentário foi dirigido por Phillip Somer.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Foto 530: Há 62 anos...

E hoje faz 62 anos do desaparecimento do mestre dos mestres Tazio Nuvolari, na sua querida Mântua.
Na foto que encabeça o post, uma das rarissimas - senão a única - foto a cores do piloto italiano, a bordo da Cisitalia T360.

sábado, 8 de agosto de 2015

Foto 529: Jerez, 1986

O último ataque! Nigel Mansell tentando a cartada final contra Ayrton Senna, em Jerez 1986.
O final já é conhecido por todos, mas o clique é interessante ao vermos Nigel começando a se deslocar para a direita.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vídeo: Tom Pryce, 1975

É algo totalmente raro encontrar vídeos em que seja mostrado Tom Pryce em alguma conversa ou até mesmo em entrevista. Mas, como sempre, o Youtube reserva algumas boas surpresas: uma entrevista que foi feita com o piloto galês, na altura em que ele tinha vencido a Race Of Champions de 1975 em Brands Hatch.
Neste pequeno trecho da entrevista, que dura 2:10 minutos, é que ele aborda aquela conquista no circuito inglês mostrando as suas qualidades que tinham sido bem vistas nas categorias menores.
Nota-se principalmente a sua timidez durante a entrevista, com uma fala baixa e quase inaudível, bem diferente de outro britânico que já obtinha seus sucessos na F1: James Hunt.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vídeo: Emerson Fittipaldi, há 30 anos

E lá nas 500 Milhas de Michigan, então sétima etapa  da CART PPG Indy Car Series do longínquo ano de 28 de julho de 1985, Emerson Fittipaldi dava início a uma saga que até hoje é explorada pelos pilotos brasileiros: a sua primeira conquista em terras norte americanas foi lá mesmo no superspeedway de Michigan após ter largado em 19º e ter vencido uma corrida que terminou apenas dez carros, dos trinta que largaram.
E assim, como fizera em 1970 na F1, mal sabia que estava a trilhar mais um caminho para os pilotos daqui no motorsport do mundo. 
A porta estava mais uma vez aberta.

domingo, 26 de julho de 2015

GP da Hungria: Um bela corrida em tributo a Jules

Sebastian Vettel decidiu a sua vida logo na largada, ao superar a má partida do duo da Mercedes
Nestes quase trinta anos de GP da Hungria podemos contar nos dedos as vezes que esta corrida foi emocionante: em 2006, com a intervenção da chuva, vimos uma exibição inesquecível de Alonso e Schumacher na pista e também de Button, que acabaria por vencer o seu primeiro GP na F1. Ano passado, também com uma ajuda da chuva, vimos Daniel Ricciardo abrir caminho para a sua segunda conquista na categoria ao realizar duas ulrapassagens de mestre em Hamilton e Alonso, num dos finais mais impressionantes daquele ano. Dessa vez não teve chuva, apesar de que a previsão apontasse uma pequena possibilidade que foi rechaçada com o sol aberto e poucas nuvens.
Era bem possível que víssemos uma corrida no melhor estilo de Hungaroring, mas a fabulosa largada de Vettel e Raikkonen nos deu a impressão de que as coisas fossem bem diferentes, como acabou acontecendo: Sebastian sumiu na frente, enquanto que Raikkonen manteve uma boa distância para Rosberg que não tinha mais a presença de Hamilton que errara na primeira volta despencando para nono. Melhor cenário que este, principalmente para a Ferrari, não existia. Porém a prova não teve grandes movimentações, excetuando algumas manobras corajosas de Ricciardo que fizeram a torcida ficar de pé nas arquibancadas, mas após o acidente de Hulkenberg que fez ser acionado o Safety Car é que as coisas mudaram de figura: a atitude dos pilotos foi outra após essa intervenção e eles partiram para uma prova de sprint, onde toques e várias ultrapassagens aconteceram de forma vertiginosa. Vettel pôde até se preocupar com a proximidade de Rosberg, mas a falta de atitude por conta do conterrâneo fez com que Sebastian continuasse incólume na ponta da corrida enquanto que Nico sofria pressão de Ricciardo, até que numa tentativa de ultrapassagem deste acontecesse um toque entre eles. Daniel teve alguns danos na asa dianteira e Rosberg um furo no pneu traseiro esquerdo que o fez despencar na classificação da prova. Para quem estava prestes a conseguir a liderança do campeonato, o desfecho foi dos mais brochantes. Aliás, esta foi uma corrida para esquecer da Mercedes e muito mais pela conduta de seus pilotos na pista.
Sebastian Vettel foi impecável desde a largada até o final, conseguindo maximizar toda a vantagem que conseguira num domingo atípico, mas ele mesmo já havia alertado que essa era uma boa chance para conseguir apanhar a Mercedes. Como eu disse na sua vitória em Sepang neste ano, é nestes momentos em que um grande piloto, em posse de um carro mediano - e que fique claro, mediano dentro do mundo das equipes grandes - é que consegue mostrar do que é capaz. Não é toa que Alonso nos seus tempos de Ferrari tinha essa pecha de melhor do grid.
Falando em Alonso, a corrida que foi realizada por ele e Button hoje, entra como um ato de paciência e resistência: paciência pelo fato de galgar as posições que foram sendo deixadas por erros, punições e incidentes de outros. A resistência por conta do carro e motor Honda, que deram aos dois essa possibilidade de conseguir chegar ao final da prova e marcar um bom número de pontos. A pista favoreceu bastante, claro, mas aparenta uma boa evolução da Mclaren e Honda. As provas de Spa e Monza nos mostrarão o quanto que foi essa melhora.
A Williams ficou no meio termo: enquanto que Bottas fez uma boa prova, Massa esteve muito abaixo da média nessa etapa. O uso da asa nova por Valtteri pode ter surtido um bom efeito para ele, mesmo que não tenha andado próximo de Ferrari e Red Bull, mas foi animador. Felipe esteve perdido nessa etapa com punições para pagar e o desempenho despencando durante o certame. Dias melhores em Spa e Monza é o que todos esperam por lá.
A Red Bull fez a sua melhor apresentação da temporada e fica mais do que claro que Ricciardo e Kvyat com um carro bem balanceado, podem conseguir apresentações bem melhores. E apesar de Daniel ter ficado em terceiro, devido a troca do bico do carro, ficou claro que se tivesse passado por Rosberg teria sido uma encrenca da pesada para Vettel naquelas voltas finais.
Apesar de Carlos Sainz ter abandonado, a Toro Rosso segue com uma dupla muito promissora: os trabalhos realizados por ele e Verstappen até aqui são dignos de aplausos e o que pequeno Max chegou em quarto e por muito pouco não igualou o pódio que o pai Jos conseguiu lá mesmo em Hungaroring em 1994, quando foi terceiro com a Benetton.
Os comissários estiveram numa jornada inspirada, ao dar inúmeras punições neste GP. Que o diga Pastor Maldonado, que anotou três apenas hoje.

Foi um bom dia este em Hungaroring. E não podia ter sido melhor esta corrida que foi um tributo à memória de Jules Bianchi. E onde quer que ele esteja certamente gostou do belo espetáculo que lhe foi oferecido.